Prefeitura de Piraju afasta treinador de futebol investigado por supostos abusos contra menores

Prefeitura de Piraju (SP) Reprodução/Google Maps A Prefeitura de Piraju (SP) determinou o afastamento cautelar do treinador de futebol investiagdo pela Políc...

Prefeitura de Piraju afasta treinador de futebol investigado por supostos abusos contra menores
Prefeitura de Piraju afasta treinador de futebol investigado por supostos abusos contra menores (Foto: Reprodução)

Prefeitura de Piraju (SP) Reprodução/Google Maps A Prefeitura de Piraju (SP) determinou o afastamento cautelar do treinador de futebol investiagdo pela Polícia Civil por suspeita de pedofilia. O afastamento foi publicado no Diário Oficial do município neste sábado (6). De acordo com a publicação, o homem, que ocupa o cargo de monitor de esportes, ficará afastado da função por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado pelo mesmo período. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Segundo o documento, existem indícios que estão sendo investigados em um processo administrativo. Entre os motivos citados estão: denúncias registradas na Ouvidoria do município; documentos enviados pela Rede de Apoio a Meninas e Mulheres de Piraju (RAMP); informações encaminhadas pela polícia; relato de uma suposta vítima menor de idade em uma Escuta Especializada; suspeitas de condutas de natureza sexual atribuídas ao servidor quando ele atuava com crianças e adolescentes em projetos esportivos municipais. O servidor permanecerá afastado das funções, mas deverá ficar à disposição da administração para participar dos atos do processo administrativo. O g1 entrou em contato com o investigado, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Relembre o caso A Polícia Civil investiga um treinador de futebol por suspeita de pedofilia após um grupo de pessoas registrar um boletim de ocorrência contra ele em Piraju, no interior de São Paulo. Segundo a corporação, ao menos quatro denunciantes relataram situações semelhantes às autoridades. Os casos teriam ocorrido em períodos distintos, sendo o primeiro em 1998 e o mais recente em 2024. À época dos fatos, as vítimas tinham entre 7 e 13 anos e eram todas do sexo masculino. O investigado também é proprietário de uma escola de futebol. Caso está sendo investigado pela delegacia de Piraju (SP) Reprodução/Google Street View Em um dos registros, datado de 2024, consta que a vítima, ainda menor de idade, procurou o Conselho Tutelar para denunciar o caso e precisou de atendimento especializado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo o relato, os abusos teriam ocorrido durante uma aula de educação física. "[A mãe] passou a perceber alterações no comportamento do filho, o qual a se recusou a participar dos treinos de futebol, atividade que praticava desde o início do ensino fundamental. Informa, ainda, que o menor passou a apresentar episódios de revolta, os quais se identificaram até o dia em que o próprio decidiu procurar o Conselho Tutelar", diz o registro. Em outro boletim de ocorrência, de 2005, foi relatado que o professor costumava abordar os alunos durante os treinamentos e os convidava a ir até a sua casa. Nesse caso, os abusos teriam ocorrido mais de uma vez contra a mesma vítima. "Nas primeiras vezes, o abuso se restringiu a toques nas pernas e no pênis [...] Em uma determinada vez, ele pediu para que a vítima deitasse de barriga para baixo e tentou a penetração, que ele só conseguiu na terceira vez. O professor disse para a vítima não contar aquilo para ninguém e disse que aquilo o ajudaria nos treinos", diz o boletim. Ao g1, a vítima deste caso, que preferiu não se identificar, relatou que segue em atendimento psicológico até hoje. Ele afirmou que só teve coragem de tornar o caso público em 2025, por meio de uma postagem nas redes sociais, cerca de 20 anos após os abusos. "Foi uma coisa que começou a me fazer muito mal, mesmo na idade adulta. Quando isso voltou, eu comecei a sentir tudo de novo. Tive ansiedade, depressão e dermatite. Eu não devo ter sido o primeiro, muito menos o último", lamenta. O Ministério Público informou que os fatos estão sob investigação da Polícia Civil e que os procedimentos tramitam sob sigilo, devido à natureza do crime apurado e à possível existência de outras vítimas. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM